sábado, 27 de abril de 2013

"O Homem que eu era voltou!"

Voltar a escrever...sentimento que não dá para para explicar a não ser escrevendo.
Depois de um bom tempo sem publicar nada (até mesmo por que meu antigo blog foi excluído pelo blogger e até hoje ninguém me deu notícias do motivo), estou de volta em um novo espaço que nada verdade era meu lado b. Não importa. O que vale é que o "Léo ao Léu" está de volta em novo ritmo, com novas idéias e sempre com uma visão muito particular sobre tudo.
O mais bacana é trazer como título essa frase de Milton. Muita coisa se passou, muita coisa tenho passado. A vida é assim: um dia de cada vez para não tropeçarmos em nossas próprias pernas, apesar das próprias rasteiras que a vida nós dá.
Não importa: "é preciso estar atento e forte"; "outro tempo começou". É a vida que segue seu caminho de forma coerente com nossas atitudes. E como tenho observado atitudes, sobretudo as minhas próprias atitudes perante às pessoas e diante das experiências. Daí surgem as expectativas; minhas próprias expectativas sobre mim mesmo e sobre o que gira ao meu redor. Contudo, cada vez mais me sinto frustrado pelo que gira ao meu redor. Como as pessoas dificultam a convivência em sociedade? Descobri que a parte do corpo humano que as pessoas mais olham se chama umbigo. Como não temos olhos de camaleão, não podemos direcionar um olho para o próprio umbigo e o outro para o que está ao redor e acabamos sendo cada vez mais individualistas e cheios da certeza de que somos donos da razão, do direito e do mundo.
Ainda vivo seguindo as canções. São elas que direcionam meu coração. Talvez, cada vez mais eu me espante com as atitudes das pessoas por que não conheço canções que nos incitem a fazer o mal. Será que terei que desligar o rádio e com ele minhas emoções "para não sofrer mais"? Será que as letras das canções se tornaram 100% utópicas e esqueceram de me avisar? Ou será que estou como Carolina cujo tempo passou na janela e ela não viu? Alguns podem dizer que isso se dá pelo fato das canções de hoje não terem letra e serem pouco instrutivas. Mas será? Ainda tenho as mesmas referências musicais e "certas canções são eternas". "Há canções e há momentos que eu não sei como explicar"; são para sempre. Apenas sei que a vida moderna tem perdido a poesia e se tornado algo frio e sem vida. Com isso, mesmo sem perceber deixamos a vida se esvair.
Talvez esteja na hora de voltar a ser o homem que eu era. "Cantar as canções que a gente quer ouvir'. É preciso agir em sentido contrário à frieza e à soberba que se instaurou entre nós. Fazer um mundo melhor, "depende de nós". E por que não fazemos? Voltarei a ser o que  eu sempre fui. Estarei na contramão dos sentimentos ruins "e quero que você venha comigo!"