terça-feira, 19 de novembro de 2013

O 11 de Setembro de Tom Hanks

Confesso que Tom Hanks não é um dos meus atores prediletos. Depois de "O Terminal", confesso que esta não preferência tomou uma proporção maior, mas nada que fizesse esquecer o grande sucesso "Filadélfia". Porém, tenho que render elogios ao seu personagem neste lindo filme "Tão forte, Tão perto". Apesar de sua pequena participação na história seu personagem acaba se tornando o ponto central do filme que nos emociona por frases marcantes, demonstrações de sentimentos e por ter por pano de fundo o fatídico dia 11 de setembro quando ocorreu a tragédia do WTC.
Mais do que isso, o filme trata das relações humanas, sentimentos, objetivos. O diretor do filme é o mesmo diretor de clássicos como "Billy Elliot", "As Horas"e "O Leitor".Vale a pena assistir!!!
Se preferir, leia o livro: "Extremamente Alto e Incrivelmente Perto", escrito por Jonathan Safran Foer.

SINOPSE:

Oskar Schell (Thomas Horn) é um garoto muito apegado ao pai, Thomas (Tom Hanks), que inventou que Nova York tinha um distrito hoje desaparecido para fazer com que o filho tivesse iniciativa e aprendesse a falar com todo tipo de pessoa. Thomas estava no World Trade Center no fatídico 11 de setembro de 2001, tendo falecido devido aos ataques terroristas. A perda foi um baque para Oskar e sua mãe, Linda (Sandra Bullock). Um ano depois, Oskar teme perder a lembrança do pai. Um dia, ao vasculhar o guarda-roupas dele, quebra acidentalmente um pequeno vaso azul. Dentre há um envelope onde aparece escrito Black e, dentro dele, uma misteriosa chave. Convencido que ela é um enigma deixado pelo pai para que pudesse desvendar, Oskar inicia uma expedição pela cidade de Nova York, em busca de todos os habitantes que tenham o sobrenome Black.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

"Como um pássaro voando!"


"Eu posso estar completamente enganado; eu posso estar correndo pro lado errado"*; mas estou tentando ir. É engraçado entender como há muito o que se viver e muito o que ser feito. Num mundo onde a vida perde seu valor a cada dia, estar vivo é uma dádiva. Mas o que fazemos de nós e de nossa existência? Como temos vivido? Quais são nosso valores?
Retomando o livro "O mundo de Sofia" de Jostein Gaarder, começo a minha reflexão com a seguinte pergunta: "Quem é você?" Ou perguntando a mim mesmo: quem sou eu? O ponto de partida do livro e o início da reflexão filosófica do autor é a pergunta que que não deveria calar dentro de nós. Nos descobrir ou buscar nos conhecer todos os dias deveria ser uma necessidade para cada indivíduo a fim de entender melhor nosso papel no mundo moderno. Porém, deixamos a oportunidade de nos conhecermos, cada dia mais, passar em brancas nuvens, todos os dias; mesmo nos dias sem nuvens.
No final da década de 70, Caetano Veloso e sua canção 'Cajuína', trazia o seguinte questionamento: "Existirmos a que será que se destina?" Mais uma vez a filosofia permeia nosso meio e nos chama a refletir sobre outra questão de suma importância. Mas como podemos saber a que destinamos se não nos preocupamos em descobrir quem realmente somos? Estamos tão ligados a coisas pequenas que estamos esquecendo o essencial, o que é invisível aos olhos. Com isso, deixamos de viver para apenas passar pela vida sem que a vida, realmente, passe por nós.
É fácil perceber nas pessoas o individualismo para o qual caminhamos. Primeiro EU, segundo EU e  apenas EU. Se der pensamos no outro. Com isso vamos nos fechando em um mundinho pequeno e sem sentido. Esperamos o tempo todo que o outro faça aquilo que nos convém, mas esquecemos que toda relação é uma via de mão dupla onde dar e receber não é uma obrigação, mas uma forma de cultivo do sentimento, independente de qual nível seja este sentimento. E sempre usamos como desculpas, "os pegue e pagues do mundo"¹ , a correria do dia a dia e tantas outras desculpas que no fundo sabemos não justificam nossas atitudes.
Estamos livres, "como um pássaro voando", mas no entanto estamos só. Qual a vantagem existem em tudo isso? Não há respostas significativas. E não há respostas por uma única razão: não nos damos ao trabalho de nos conhecermos. Julgamos o outro sem perceber que temos as mesmas limitações que apontamos naquele que convive conosco. Apontamos o defeito do outro por não sabermos reconhecer suas virtudes. E dessa forma, vamos levando aquilo que chamamos de vida. No entanto, não somos capazes de responder e esclarecer os sentimentos de desconhecimento que existe dentro de nós. Vamos levando a vida do jeito que a vida quer, ou como diz a letra do samba: "deixa a vida me levar".
Ora pois, não quero que a vida me leve. Quero ter controle de meu destino, construir meus caminhos. Não dá para existir acreditando que o que vier é lucro. Podemos mais e somos capazes de muito mais do que fazemos. O que nos impede é a inércia que inerente a maioria dos seres humanos nos impede de agir e dar a cara a tapa para conquistarmos novos horizontes.
E como é difícil encontrar resposta para todos os questionamentos e superar as limitações e obstáculos que encontramos no caminho. As vezes, entendo que nosso desabafo é uma forma de expressar que algo não vai bem em nós e esse desabafo acaba se tornando pura falação. Variação sobre o mesmo tema. Este texto é um pouco disso: " e eu menos estrangeiro no lugar que no momento"². É assim que me sinto; é assim que eu vejo: "o mundo todo é uma ilha"³.
Porém, " eu não vim até aqui pra desistir agora!"
Olhos abertos ao que vai chegar. 

* Citação de Infinita Highway - Engenheiros do Hawaii
¹ Citação de Gita - Raul Seixas
² Citação de O Estrangeiro - Caetano Veloso
³ Citação de Terra de Gigantes - Engenheiros do Hawaii

Ps.: O título deste post é um trecho da canção "Ando Só" dos Engenheiros do Hawaii

sábado, 27 de abril de 2013

"O Homem que eu era voltou!"

Voltar a escrever...sentimento que não dá para para explicar a não ser escrevendo.
Depois de um bom tempo sem publicar nada (até mesmo por que meu antigo blog foi excluído pelo blogger e até hoje ninguém me deu notícias do motivo), estou de volta em um novo espaço que nada verdade era meu lado b. Não importa. O que vale é que o "Léo ao Léu" está de volta em novo ritmo, com novas idéias e sempre com uma visão muito particular sobre tudo.
O mais bacana é trazer como título essa frase de Milton. Muita coisa se passou, muita coisa tenho passado. A vida é assim: um dia de cada vez para não tropeçarmos em nossas próprias pernas, apesar das próprias rasteiras que a vida nós dá.
Não importa: "é preciso estar atento e forte"; "outro tempo começou". É a vida que segue seu caminho de forma coerente com nossas atitudes. E como tenho observado atitudes, sobretudo as minhas próprias atitudes perante às pessoas e diante das experiências. Daí surgem as expectativas; minhas próprias expectativas sobre mim mesmo e sobre o que gira ao meu redor. Contudo, cada vez mais me sinto frustrado pelo que gira ao meu redor. Como as pessoas dificultam a convivência em sociedade? Descobri que a parte do corpo humano que as pessoas mais olham se chama umbigo. Como não temos olhos de camaleão, não podemos direcionar um olho para o próprio umbigo e o outro para o que está ao redor e acabamos sendo cada vez mais individualistas e cheios da certeza de que somos donos da razão, do direito e do mundo.
Ainda vivo seguindo as canções. São elas que direcionam meu coração. Talvez, cada vez mais eu me espante com as atitudes das pessoas por que não conheço canções que nos incitem a fazer o mal. Será que terei que desligar o rádio e com ele minhas emoções "para não sofrer mais"? Será que as letras das canções se tornaram 100% utópicas e esqueceram de me avisar? Ou será que estou como Carolina cujo tempo passou na janela e ela não viu? Alguns podem dizer que isso se dá pelo fato das canções de hoje não terem letra e serem pouco instrutivas. Mas será? Ainda tenho as mesmas referências musicais e "certas canções são eternas". "Há canções e há momentos que eu não sei como explicar"; são para sempre. Apenas sei que a vida moderna tem perdido a poesia e se tornado algo frio e sem vida. Com isso, mesmo sem perceber deixamos a vida se esvair.
Talvez esteja na hora de voltar a ser o homem que eu era. "Cantar as canções que a gente quer ouvir'. É preciso agir em sentido contrário à frieza e à soberba que se instaurou entre nós. Fazer um mundo melhor, "depende de nós". E por que não fazemos? Voltarei a ser o que  eu sempre fui. Estarei na contramão dos sentimentos ruins "e quero que você venha comigo!"