segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

"A VOLTA DO EU"

Sou o que sou
E não sou o dono de mim.
Sou o que a vida empresta,
O que o sol ilumina
E o que a chuva molhou.
Sou a estrada
Que percorri até aqui,
As curvas,
As pedras do meio do caminho.
Sou a brisa que separa,
A fúria dos ventos,
A força das ondas;
O verde das matas.
Sou a serpente no deserto,
O olhar que penetra,
A faca que corta
E o tempo que resta.
Sou a sombra na lua,
Crescente, minguante,
A outra banda.
Avesso de mim, o avesso.
Sou o sorriso aberto,
O brilho cego, a paixão.
Exagerado por natureza,
Seja viva ou morta,
A porta, a ponte
O aro, o elo.
Sou o feio e o bonito.
Sou o que acredito,
A verdade que fere.
Sou a festa, a alegria.
Calor do verão,
Mutante do outono.
Sou a vida a passar,
As voltas do mundo a girar,
A tristeza dos olhos morenos,
De coração baiano,
Profano e sagrado,
"Divino" e mundano.
Sou o tudo ou nada.
Sou ideais e idéias,
Do mundo,
Minas Gerais.
(12/02/2007)

Nenhum comentário: