quinta-feira, 13 de julho de 2006

O que as pessoas pensam dos relacionamentos?

A cada dia que passa fica mais difícil compreender o que as pessoas pensam a respeito dos relacionamentos.
Até algum tempo atrás, as pessoas prezavam por alguns valores que, apesar de antigos são sempre atuais em minha forma de encarar o mundo. Estamos perdendo o respeito que devemos ter pela pessoa do outro. Em todos os momentos e lugares é fácil notar que respeitar alguém hoje em dia é uma postura cada vez mais rara e isso faz com que tenhamos uma nova definição dos relacionamentos humanos.
Antes, as relações existentes entre as pessoas se davam através da convivência, do respeito mútuo, da troca de carinhos, do querer e fazer o bem pelo outro, etc. No entanto, o que se pode notar na sociedade atual, é um verdadeiro trocar das relações que se estabelecem pela convivência para as relações que se baseiam, única e exclusivamente na conveniência. Cada vez mais, as pessoas deixam de olhar o que o outro tem para lhe oferecer enquanto amigo (verdadeiramente falando) para perceber no outro apenas aquilo que lhe possa ser conveniente. Desta forma as relações hoje estão fundamentadas em uma rede de interesses que tem apenas um objetivo: o próprio bem.
Desta forma, o que conta hoje quando nos aproximamos de uma pessoa são as vantagens que ela pode oferecer. E assim capitalizamos as relações humanas. Cada vez mais compramos e somos comprados para nos relacionarmos, pois se torna difícil encontrar relacionamentos em que não se espera nada em troca que não seja um bom sentimento. “Fazer bem sem olhar a quem” ou “amar o próximo como a ti mesmo”, são posturas que ficam cada vez mais no passado.
Com isso, têm pessoas que se tornam especialistas em se aproveitar dos outros e da exploração simples se tornam profissionais, pois estabelecem uma rede de interesses e de “amizades” para fazer parte desta exploração, aplicando verdadeiros golpes e aproveitando da ingenuidade alheia. Mas se pode pensar o seguinte: será que a pessoa não percebe que estão próximos dela por interesse? Talvez isso seja difícil, pois, por ser profissional, o explorador sabe como ludibriar sua vítima e com isso fazer com que sua exploração se torne imperceptível.
O que mais vale para nós nos dias de hoje é: pensar nestas relações e como elas se estabelecem. Será que é isso que queremos para nós? Será que é necessário se sujeitar a isso para se ter amigos de verdade? Não sei, penso que não. Apenas posso dizer que não é isso que quero para mim. Se ter que remar contra essa maré é ser forte, então o serei. Apenas não posso compactuar com aqueles que querem fazer de mim um objeto ou algo qualquer. É preciso mudar isso!
Apenas penso que ninguém quer isso para si. Mas se não houver uma tomada de consciência sobre essas coisas, continuaremos seguindo rumo ao “capitalismo liberal nas relações humanas” e nos tornaremos cada vez mais dependentes uns dos outros em vez de sermos apenas seres humanos livres, como teria que ser.

26/04/2006

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